quinta-feira, outubro 12, 2006

Como uma vela, este menino



Como uma vela. Que não se apaga. Mas vai morrendo.

É sempre o olhar que termina a história a dizer-nos: já não dói.

A vida que poderia ter sido no olhar.

A vida que lhe calhou no corpo onde já só circula um fraco fôlego.

O nosso desconforto. A dor, mais nossa do que dele,

que nos perdoa.

1 comentário:

Лев Давидович disse...

Não é a dor que é "mais nossa do que dele". A única coisa que "nós" temos a mais que ele é a culpa.
Agora que penso nisso, ele não tem é culpa nenhuma.