quarta-feira, agosto 20, 2008

chover palavras, enquanto o demónio a consome
para sempre
chover palavras, para combater o monstro, aqui
para sempre
chover palavras, corrompida pelo demónio, a chover
para sempre
chorar o demónio interior, a chover, a chorar palavras
para sempre

2 comentários:

Baudolino disse...

Chover e chorar palavras para sempre. Fascina-me esta dor e o confronto com os limites.
Abraço
P.

rouxinol de Bernardim disse...

A poesia no seu conceito mais puro, mais cristalino, mais naif!...

É de um lirismo contagiante!

O pódio merece Isabel Moreira!