terça-feira, maio 06, 2008

a criança magrinha aperta-se no seu corpo,
devolve-lhe a proximidade e pensa:
o afecto dói-me.

3 comentários:

Baudolino disse...

E há dias em que o afecto dói tanto...
Abraço
P.

Alexandre disse...

E isto é porque há afectos e afectos - há aqueles que são afectos só de designação - que os afectos sejam reais e não doam!

Beijinhos, Isabel!!!

Лев Давидович disse...

Torna-se dificil conceber um afecto que doa.
Ele serve para o contrário. Para cingir o corpo, não por uma desagradável sensação, pela proximidade, ao invés, para reencontrármos no próximo aquilo que já fora nosso outrora.
A dor está tão longe do afecto...